
Novo ano nova estratégia. Todos os anos traçamos novos objetivos e muitos deles passam pelo estilo de vida. Porque será?
Bem na realidade, o facto de traçarmos novos objetivos de vida para o novo ano significa que temos a consciência de que o estilo que praticamos não é saudável e isso, já será meio caminho para a consciência alimentar.
Desde a alguns anos que a Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta para os excessos alimentares de determinados compostos alimentares ou não, é o caso do tabaco, amianto, nitritos, etc.
A OMS tem um departamento chamado de IARC (Agência internacional de pesquisa no cancro) que estuda os compostos que possam ser cancerígenos para o ser humano. Os compostos avaliados estão categorizados por grau/nível. O grau 1 significa cancerígeno, o grau 2A significa provavelmente cancerígeno, o grau 2B significa que é possivelmente cancerígeno e o 3, o composto foi avaliado mas não há relação com o cancro. Ora nessa mesma lista, encontram-se compostos como os já mencionados, mas também se encontram os produtos de charcutaria e carne vermelha por exemplo. O nosso país tem de base uma alimentação rica nestes alimentos, carne de porco, carne de vaca, carne de borrego, chouriço, paio, salsicha, fiambre, etc, e, como é que não se alerta a comunidade para diminuir o seu consumo? Porque não há informação disponível nos centros de saúde, hospitais, onde muitas vezes até são nestes locais que encontramos estes alimentos a serem vendidos e à disposição do utente/doente?
por Magda Roma, nutricionista
